Porque quase não existe mais comunistas
Quase não existem mais comunistas, a maioria é "Larper" sem saber, porque o Capital os produziu assim, explico:
O proletariado existe em duas tendências contrárias.
Ou como classe "em si" objeto do capital, só existe para produzir mais-valia via trabalho assalariado e para comprar mercadorias sendo um centro de circulação do Capital, nesse caso ele existe integrado ao capital, todo seu ser é capital, inclusive seus pensamentos e desejos (dai surge a ideologia), está derrotado e existe como classe meramente estatística.
Ou como classe histórica-mundial "para si" autônoma revolucionária destruidora do Capital, o que significa destruidora da sua própria classe assalariada (autoabolicao do proletariado) que busca se reapropiar das suas capacidades que são os meios de produção em escala mundial e realizar a emancipação humana, isto é, o comunismo "enigma resolvido da história" (manuscritos filosóficos-econômicos).
"Tendo sido destruído o proletariado, essa tendência do capital não encontra oposição real na sociedade. Assim, ela pode se produzir com o máximo de eficácia. A essência real do proletariado foi negada e ele só existe como um objeto do capital. De modo similar, a teoria do proletariado, o marxismo, foi destruída. Primeiro Kautsky a revisou. Depois, Bernstein a liquidou. Isto ocorreu de modo definitivo. Desde então, nenhum ataque do proletariado conseguiu restabelecer o marxismo. Isto é só outra maneira de dizer que o capital estabeleceu sua dominação real. Para conseguir isso, o capital teve que absorver o movimento que o nega, o proletariado, e estabelecer uma unidade na qual o proletariado é apenas um objeto do capital. Esta unidade só pode ser destruída por uma crise, tal como a descrita por Marx. Conseqüentemente, todas as formas de organização política da classe operária desapareceram. Em seu lugar, gangues se enfrentam numa competição obscena, entre arruaceiros que, rivalizando no que mascateiam, são idênticos na sua essência." (Jacques Camatte - Invariance, Anne V, série II, no. 2, 1972).
Como são tendências opostas, não existe meio-termo: o capital, para existir, precisa manter a classe como objeto — assalariada e compradora — fazendo-a produzir sua própria dominação; o proletariado, para se libertar, precisa autonomizar-se contra o Capital, o que implica abolir a si mesmo enquanto classe.
Os "comunistas" hoje pregam que a classe deve se manter como assalariada e compradora pelo "bem da nação" ou que ela deve se "unir à esquerda" para "melhoras aos trabalhadores" de toda forma eles a mantém impotente como objeto do Capital.


Comentários
Enviar um comentário